sexta-feira, 8 de junho de 2012
Via Ney
Muitas histórias se contam outras se ouvem falar
Que muitas crianças sofrem são seqüestradas e morrem
Aqui em outro lugar! Esta eu ouvi por isto posso contar!
O Ney era criança na creche a mãe mulher na noite a vagar
A ele o destino cedo faltou o pai se entregou a bebida
A mãe nas boêmias da vida consolo falso encontrou
Sofrimentos traumas e dor foi a Ney que sobrou
Pois em braços estranhos a mãe deixou o filho a chorar
Esquecendo o amor e carinho que ela poderia lhe dar
Pobrezinho do bebê não sabia nem falar! Muito menos caminhar
Como livrar-se da maldade e de alguém que dele não foi cuidar
Pobre Ney! No seu pranto eu também chorei!
Sua lembrança em mim nunca vai se apagar
Pessoas querendo dormir você com fome a chorar
De frio dor sei lá! O que fez as mãos estúpidas de alguém
Que a um bebê não foi capaz de entender
Sem piedade ou clemência não hesitou em bater!
E na calada da noite chovendo e frio La fora
Em pouco pano embrulhado numa banheira deixado
Dentro de uma fossa fedorenta sem telhado!
E o choro de uma criança pela madrugada a fora
Deixou preso em minha garganta um soluço de autora
Ouço na madrugada o Ney que ainda chora!
Nada pude fazer nem a você nem a mim
Adolescente sem lar sem dono que estava como você
Também a morrer de fome amor carinho afeição
Porque cruzamos na vida pessoas sem coração
Que esqueceram os sentimentos pra viver de emoção!
Hoje não sei onde esta gostaria de saber
Quem sabe esta solteiro quem sabe um homem casado
E traz assim como eu o choro do seu passado.
Marlucia Divina da Silva Medeiros
‘’Coração cuiabano’
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