sexta-feira, 8 de junho de 2012

Laços de dôr




Tristes memórias

Serão mostradas
Em tempo certo
Serão lembradas
Meus sonhos mortos
Experiente magoado
Renasce às cinzas
Ainda intacto

Perdido tempo
Num tempo morto
Sou mãe sou filha
Que amarga sina
Chora a mulher
Canta a menina

Seu vôo e alto
Também e livre
Laços em dois
Escritas finas
Juras eternas
De engano fel
Ferindo a carne
Mancha o papel

Instante brusco
Retrata o monstro
Feri minha alma
Derrama o pranto
Queimando encanto
Terrível susto.

Marlucia Divina da Silva Medeiros

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