domingo, 22 de junho de 2014
Isaias 7 v 14 ''O sinal de Deus por nós."
Jesus nasceu bebezinho e foi crescendo em graça e sabedoria, diante de Deus e dos homens, mas ate que ele aprendesse andar, falar e se cuidar sozinho, foi os cuidados de Maria, o bendito leite e o mel que o protegeu. ‘’porque uma criança ate os seus doze anos necessita de cuidados,''proteção'' aprendizado e muito carinho!!!’’ E sendo assim eu tentarei resumir no Maximo, as graças que tenho recebido de tão maravilhosa mãezinha ao longo de toda a minha existência. Foi assim que eu ouvi dizer: Ela nasceu no meio da mata, numa palhoça muito pobre. no meio do mato ao som dos animais e da floresta,numa daquelas cabanas que não tem paredes e o telhado de capim encosta-se no chão! Disseram-Me que ainda bebê, eu fora presenteada por meu irmãozinho com uma linda bolinha branca de naftalina que seduzida aos seus encantos giratórios eu á comi. O resultado foi ir parar num hospital onde precisaram fazer uma transfusão de sangue urgente em mim, mas o problema e que não havia estoque de sangue tipo a positivo no hospital e meu pai teve que sair ás presas em busca de alguém que fosse generoso e que pudesse fazer a doação, o tempo era curto eu agonizava no leito do hospital, mas graças a Deus ele pode encontrar no prazo certo um anjo um homem corajoso de origem negra que era amigo de meu pai ele era também um soltado me devolvera novamente a vida e eu não morri. Aos cinco aninhos fui a um paiol com uma lamparina, é como toda criança nesta idade apronta e não sabe bem o que faz, primeiro apronta porque quer ver as coisas mexerem, se mover, depois porque tudo ao seu redor e imaginário e descoberta e o fogo encanta, e toda a criança e seduzida por ele quer ser uma vela, lamparina ou lâmpada tudo e encanto tem chamas faíscas e luz, bem no encanto da minha descoberta ; Primeiro taquei fogo nos ninhos das galinhas, ai quando eu me preparava pra por fogo na barrinha do meu vestido o meu vozinho chegou a tempo movido pelos cacarejados raivosos das galinhas chocas que me rodeavam nervosas por terem que correr do fogo e deixar os seus ovinhos com seus filhinhos ainda em formação! A sorte desta vez foi meu avó correr pra ver o motivo pelo qual as galinhas cacarejavam tanto, se não teria acontecido mesmo um grande incêndio no paiol! Esta já era a segunda vez que eu escapava da morte e só tinha cinco aninhos, o que mais me aguardaria o destino? Dos cinco aos seis anos eu já me lembro e posso contar com mais detalhes o que fora me acontecendo. Eu me lembro que tinha apenas seis anos de idade, e incentivada pela minha querida tia que me levava pra cidade, eu era atração nos programas de calouros da rádio platina de Ituiutaba Minas Gerais. Eu morava na roça, numa colônia de casas simples de pau a pic e chão batido pertencente á fazenda do senhor Abatenio Marquês. Lembro bem uma das musicas que eu mais cantava’’ parece que eu sabia que hoje era o dia de tudo terminar’’! As canções da Vanderlea Diana era o meu repertorio preferido, o que me garantia a classificação no programa e me dava alguns talcos e sabonetes como troféus o que eu levava com muito orgulho! Eu amava cantar, na radio e a todas as pessoas que passavam na colônia era só mandar eu pegava com as mãozinhas pequenas na barrinha do meu vestido e qualquer lugar se tornava na mesma hora um palco para minha apresentação, onde eu começava a rodar a saia e cantar..Éramos sete irmãos, meu pai e minha mãe morávamos entre a casa dos meus avós e a casa da minha madrinha irmã de mamãe, mas antes que eu completasse os sete anos, o meu mundo de sonhos caiu; Minha mãe foi embora, por um daqueles motivos em que os pais se separam e os filhos não entendem e não aceitam o choque e muito forte, parece que der repente o chão desparece, tudo perde a graça, as flores não tem cheiro, os pássaros cantam e mesmo assim o seu cantar e triste, as estrelas no céu brilham, mas não tem o mesmo encanto parece até que as luzes não tem brilho e mesmo que outras pessoas estejam por perto, haverá sempre a insegurança que somente os pais são o mais perfeito amparo fortaleza e segurança, somente eles e que da a certeza de que podemos arriscar correr e pular de qualquer altura, estarão sempre de prontidão e alerta pra nos socorrer. Mas naquele dia tudo ficara sem graça para mim, e mesmo sendo crianças fomos espalhamos como filhotes de cães ao serem desmamados! Mas foi também a partir dali, daquele exato momento, de tristeza em que; Segurança, amor, cuidados, amparo, carinho, aconchego; No momento em que tudo se perdera e fora destruído e que eu me tornei a maior sonhadora. Não tinha mais os meus pais e mesmo rodeada por estranhos, no meu coraçãozinho de uma criança de sete anos, e movida por uma enorme esperança, cultivei nele o que me encenaram a minha família, que assim como tínhamos um pai no céu, também tínhamos uma bondosa mãezinha e que mesmo estando no céu olhava por nos. Triste eu era demais e motivos tinha aos montes, mas a minha fé esperança e a capacidade de sonhar, me mostrava um novo caminho regado com leite e mel da mãezinha do céu e que eu já não estava mais sozinha, esta certeza tornou-se mais forte para mim quando fiz minha primeira comunhão, por estudar num colégio no córrego da caçada Patronato de crianças abandonadas em colégios de padres a catequese e sempre mais cedo assim que as crianças aprendem a ler inicia-se o estudo da palavra. O que eu aprendera, com a tradição da família se tornava mais forte em mim . Por isso eu acreditei e passei a chamar por uma mãe que embora eu não a visse, a sua ternura me confortava era como se eu tivesse descobrindo uma outra forma de nascer e de viver, e mesmo que alguém na escola falasse que eu não tinha mãe que ninguém ousassem dizer isto eu tinha uma mãe sim bem pertinho de mim e morava no céu . E em meio aos sofrimentos eu sentia a sua presença de mãe e ate falava com ela, eu acreditava porque o meu sonho era real como e como toda criança havia motivos para que eu acreditasse os próprios sonhos nos mostram sempre que existe uma saída, por que e assim com toda criança ela precisa de sonhos e isto eu tinha de sobra eu gostava de cantar, escrever, interpretar e o mundo para mim era um imenso palco e a vida do jeito do meu faz de conta, eu só precisava ter apoio aonde me agarrar, e se eu estava sozinha meus pais da terra se apartaram da minha presença, ainda havia os meus pais do céu, mesmo que eu tropeçasse, e caísse eles estariam ali eu tinha certeza disto! Só não entendia porque eu tinha tudo e derrepentente, não tinha nada, nem irmãos nem pais, avós tios primos, eu fui a única dos sete irmãos que ficou isolada, longe de todos sentindo a falta da comida familiar, dos animais de estimação das minas de águas correntes! Porque meu pai achando me proteger deu-me a um casal de amigos que também moravam na roça, eles tocavam lavouras, outras horas lidavam com açougue a beira das rodovias, eu sofria, desde de trabalhos pesados, maus tratos,calunias e difamações, além de trabalhos pesados etc. Eu era pau pra toda obra, fazia desde serviços pesados na lavoura, levar bóia e merenda aos peões que era uma vasilha enorme com mandioca cozida e outra com melado de cana de açúcar, uma merenda muito típica da região mineira. Em outras situações eu já não estava trabalhando na roça, lembro- de dar o banho nos dois cavalos, puxava pelo cabresto e ia dar banho neles no riacho, os meus pais de criação plantavam todo tipo de lavoura desde arroz, milho, feijão, e os cavalos eram pra puxar a carpideira enquanto o arado afofava a terra eu ia atrás com a matraca abrindo e fechando a matraca e o grão ia sendo semeado na terra. Eu fiz muito este serviço, com o cabelo sempre curto, chapéu na cabeça vestida de calça camisa e bota parecia mesmo um menino, e em casa em vez de bonecas tinha que tirar água da cisterna e lavar os três no giral embaixo de gritos e pancadas e as mãos que plantavam, lavava, cozinhava, construía e as vezes também perdia um pouco a sua identidade e característica de si mesma. Mãos que poderia ser delicadas ressaltavam doloridos calos do cabo da inchada, da matraca e do cutelo etc. E mesmo com o suor ardendo em meu rosto, eu olhava para céu, e era como se alguém La do alto gritasse pra mim: Vá enfrente não desista! E eu pensava forte e decidida: Meu pai do céu e minha mãe do céu cuida de mim! Apesar de sofrer muito naquela casa havia uma certeza em meu coração de que alguém lá do alto me protegia e que eu ia vencer ate sentia o doce do mel no amargo labutar da vida! E vencer para mim era um dia esta longe dali daquela situação, em que muitos viam sabiam e não faziam nada. O engraçado e que mesmo em meio a tantos sofrimentos havia alguma coisa que eu gostava existia ali com meus pais de criação o lado bom, eles vendiam mel, e quando iam à busca do mel eu tinha que ir também acompanhar os meus irmãos eram todos homens e eu mais parecia o irmão caçula, tinha um deles que eu gostava sempre me defendia me protegia as vezes mas tinha que brigar com a ima e com a mãe que era as que mais judiavam de mim, tinha o meu pai a quem eu chamava de padrinho, a minha mãe de criação a quem chamava de madrinha a minha irmã netinha, e os meus irmãos zezão, Nenê, Joaci e Canindé os meus irmãos de criação, por eu tomar o lugar do caçula Canindé me odiava e judiava de mim por isto, o Joaci, Nenê, Zezão, e meu padrinho eram bonzinhos me defendiam mas a Netinha E minha madrinha e o Canindé eram malvados! A imposição era da minha madrinha’’mãe de criação de que eu trabalhasse na roça, porque minha mãe tinha largado o meu pai ela não prestava e eu não ia prestar também tinha que ser criada da que Le jeito, porque filho de peixe e peixinho dizia ela me obrigando a trabalhar na roça.
Marlucia Divina da Silva Medeiros
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