domingo, 21 de agosto de 2016

O pequeno pássaro e eu


Sete anos se passaram, ainda fico perplexa, a olhar o espaço, em que ele apareceu na pequena brecha, do meu telhado, era um sanhaço? Imposivel! Era grande de mais, bem mais que isso, um beija flor? Os que eu conheço são maiores! Não parecia nem mesmo, um filhote de beija flor, era mais pequeno e preto, bem preto! Me encarava nos olhos, como se falasse comigo, gesticulava o pescoço e ate abria o seu bico! E eu? Eu procurava entender, sem nada compreender, o porque naquela atitude do pássaro, era como se eu tivesse feito algo, ou deixado de fazer alguma coisa, e por isso ele estava ali, se impondo a mim, um minusculo pássaro, me cobrando algo que eu não fizera ou deixara de fazer, mas o que? E por que? Aquele minusculo pássaro preto, que de tão preto chegava a ser azulado, gesticulava o pescoçinho direcionado a mim. O que queria ele queria dizer, e que pássaro era aquele? Eu estava lucida, acordada, era dia e eu ali, diante de um senário real, num dialogo de gestos e imposisoes, daquele alharzinho tao belo! Ele existia, eu conversava com ele, naquele momento, como se respondesse, os questionamentos dele dirigidos a minha pessoa, eu e ele apenas, naquele instante, era como se eu soubesse o que ele dizia e me cobrava... Com o passar dos anos e tantas turbulências eu me esqueci, mas o que ao escrever agora afirmo que sabia do que se tratava, e porque me lembro que eu brigava com o pássaro, discutia com ele a ponto de lhe apontar o dedo em direção, da sua minuscula cabecinha e nessa hora: Ele parou de gesticular contra mim e vôou.  Sera que ele entendeu minhas palavras?Bem e claro que não, mas que houve um encantamento entre eu e o passaro houve! Tenho um enorme amor pelos pássaros, aponto de ter curado muito deles, quando caíram de fios elétricos incluindo o ''Romeu E Julieta'', um casal de pombinhos eletrocutados nos fios da rede eletrica. Eu cuidei deles, até saraerem e irem embora, so que eles sempre voltavam ao meu quintal quando eu menos esperava, um era azulzinho e o outro, branquinho, quando eu menos esperava eles apareciam no meu quintal, mas e esse pequenino passaro que me aparece assim, do nada numa fresta no telhado, como um visitante do espaço de olhinhos ficço em mim, e com o pescoçinho a gesticular? Qual sera sua historia? Desdi então, vivo a pesquizar na internete, qual e o menor passaro preto, mas os que encontro são maiores!   Quando eu era criança, vivia fazendo cemitério, pros pássaros, enterrava todos que encontrava, morto, pra não vê-los, sendo comido pelas formigas, outra mania que tenho, e que me pego a olhar encantada, pra qualquer um deles, admiro a sua capacidade de vôar e serem livres, e penso que ninguém, tem o direito de prende-los. Meu filho já brigou inúmeras vezes comigo, porque fico a conversar com os passaros eles não entendem! Será? Todos que gostam de pássaros, fazem com eles essa prosa simples...Mas e comum com assovio, esse minusculo pássaro foi diferente, vivo pesquisando pra descobrir qual e o menor passaro, tenho certeza que esse e o menor ja vi outros pequeninos pássaros, em pés de mamoeiros , mas não tem preto, e nem são tao pequeninos,  são maiores e meio verdinhos...

 Marlucia Divina da silva

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

REMENDOS


Já colei os nossos cacos
Rasguei alguns pedaços
De velhos casos de ilusão
Os momentos de nos dois
Deixei tristezas pra depois
E reciclei o  meu coração

E ao fazer novas mudanças
Vi que  restou lembranças
De saudades com  perdão
Por um estante então parei
Avaliei meus sentimentos
E analisei os sofrimentos
Sérios de amor e paixão

Antes assim de alma lavada
Erguendo a minha cabeça
Num ultimo adeus e decisão
Pondo a coragem pra fora
Juntando a ultima lagrima
De dor traumas e ingratidão
Resgatei meu alto estima
Mandei embora a solidão

Marlucia Divina da Silva